
Pagamentos Digitais em Portugal: Do MB Way ao Apple Pay
Tempo de leitura estimado: 14 minutos
Já reparaste como a carteira física se tornou quase um acessório dispensável? Em 2026, pagar com o telemóvel, um relógio ou até um simples QR code é tão natural como respirar — pelo menos para a maioria dos portugueses. Mas com tantas opções disponíveis, como escolhes a que melhor se adapta à tua vida? E quais são os riscos que deves conhecer?
Neste guia completo, vamos explorar o ecossistema dos pagamentos digitais em Portugal: da solução nacional MB Way às gigantes globais como Apple Pay e Google Pay, passando pelos desafios reais que consumidores e comerciantes enfrentam no dia a dia. Pronto para navegar neste universo com confiança e inteligência?
Índice
- O Panorama dos Pagamentos Digitais em Portugal em 2026
- MB Way: A Solução Portuguesa que Conquistou o Mercado
- Apple Pay, Google Pay e os Gigantes Internacionais
- Comparação Direta: Qual a Melhor Opção?
- O Lado dos Comerciantes: Custos e Oportunidades
- Desafios e Riscos: O Que Precisas de Saber
- O Futuro: Open Banking, Euro Digital e Além
- FAQs
- O Teu Mapa para Pagamentos Inteligentes
O Panorama dos Pagamentos Digitais em Portugal em 2026
Portugal transformou-se numa das nações europeias com maior adesão a soluções de pagamento digital. De acordo com dados do Banco de Portugal publicados no início de 2026, mais de 78% dos portugueses com smartphone utilizam pelo menos uma solução de pagamento digital regularmente. Este número representa um salto impressionante face aos 52% registados em 2022.
Esta transformação não aconteceu por acaso. Resulta de uma combinação de fatores: a pandemia de COVID-19 acelerou a digitalização, o sistema bancário português investiu fortemente em infraestrutura, e soluções como o MB Way tornaram os pagamentos digitais acessíveis a um público muito mais vasto do que seria expectável num país de dimensão média.
A SIBS, entidade responsável pela rede Multibanco e pelo MB Way, reportou em março de 2026 que são realizadas mais de 4,2 milhões de transações diárias através da sua plataforma digital. Um número que coloca Portugal numa posição de destaque no contexto europeu, muito acima da média da zona euro para países com população similar.
“Portugal é um caso de estudo fascinante na Europa. Temos uma infraestrutura de pagamentos que combina o melhor do mundo — sistemas nacionais robustos com integração perfeita com soluções internacionais.” — Ana Figueiredo, Diretora de Inovação Financeira do Banco de Portugal, em entrevista à Público em fevereiro de 2026.
Os números que definem 2026
Para contextualizar verdadeiramente este mercado, vale a pena olhar para alguns dados específicos que definem o estado atual dos pagamentos em Portugal:
- Valor total de transações digitais em 2025: aproximadamente 187 mil milhões de euros
- Crescimento face a 2024: 23% em volume, 18% em valor
- Penetração do MB Way: 6,8 milhões de utilizadores ativos em Portugal
- Pagamentos contactless: representam 71% de todas as transações em terminais físicos
- Segmento que mais cresceu: pagamentos entre particulares (P2P), com +34% em 2025
MB Way: A Solução Portuguesa que Conquistou o Mercado
Imagina que estás num restaurante com amigos em Lisboa. A conta chega, divides pelo número de pessoas, e em menos de 30 segundos todos pagaram a sua parte via telemóvel. Sem notas, sem moedas, sem esperas. Isto é o MB Way na prática quotidiana.
Lançado em 2014, o MB Way foi o primeiro sistema de pagamentos móveis verdadeiramente massificado em Portugal. A sua força reside num elemento muitas vezes subestimado: a confiança. Os portugueses já confiavam na rede Multibanco há décadas, e o MB Way surgiu como a extensão natural dessa confiança para o mundo digital.
Funcionalidades que fazem a diferença
O MB Way vai muito além dos pagamentos P2P. Em 2026, as suas funcionalidades incluem:
- Transferências imediatas entre contas nacionais, 24/7, incluindo fins de semana e feriados
- Pagamentos em lojas físicas via NFC ou QR code
- Compras online sem necessidade de introduzir dados de cartão
- Levantamentos sem cartão em caixas Multibanco
- Pagamentos de serviços (água, luz, telecomunicações)
- Envio de dinheiro para telemóvel, mesmo que o destinatário não tenha conta bancária na mesma instituição
- Split de pagamentos em grupos, funcionalidade lançada em 2024
O limite diário padrão para transferências é de 500 euros, podendo ser aumentado até 2.000 euros mediante validação adicional no banco. Para pagamentos em lojas, o limite é de 150 euros por transação, um valor que cobre a esmagadora maioria das compras do dia a dia.
Caso de Estudo: O MB Way nas Feiras e Mercados Locais
Um dos casos de sucesso mais interessantes do MB Way em 2025 foi a sua adoção massiva nos mercados locais e feiras artesanais. A Câmara Municipal do Porto, em parceria com a SIBS, lançou um programa de digitalização para feirantes do Mercado do Bolhão, que resultou em 94% dos comerciantes a aceitar MB Way no final de 2025. O investimento foi mínimo — bastou um simples QR code impresso — e as vendas aumentaram, em média, 12% nos primeiros seis meses, segundo dados do próprio município. Este modelo está agora a ser replicado em mercados de Braga, Coimbra e Faro.
Apple Pay, Google Pay e os Gigantes Internacionais
Se o MB Way domina o mercado português, porque é que o Apple Pay e o Google Pay continuam a crescer? A resposta está na globalização dos hábitos de consumo e na integração perfeita com os ecossistemas tecnológicos que muitos já utilizam diariamente.
O Apple Pay chegou formalmente a Portugal em 2018, mas foi apenas a partir de 2022 que ganhou tração real, à medida que mais bancos portugueses aderiram à plataforma. Em 2026, está disponível em praticamente todos os bancos de retalho nacionais, incluindo Caixa Geral de Depósitos, Millennium BCP, BPI, Santander Portugal e NovoBanco.
O Google Pay seguiu trajetória similar, com a vantagem de funcionar em qualquer dispositivo Android — uma vantagem significativa num país onde a quota de mercado Android ronda os 68%. Em 2025, a Google unificou o Google Pay com outras funcionalidades de pagamento numa nova versão da Google Wallet, reforçando a proposta de valor para os utilizadores portugueses.
Samsung Pay, Garmin Pay e os Nichos que Crescem
Para além dos dois gigantes, Portugal viu crescer em 2025 e 2026 a adoção de soluções como o Samsung Pay, presente nos dispositivos Galaxy, e o Garmin Pay, muito popular entre atletas e entusiastas de fitness que preferem pagar diretamente pelo relógio durante corridas ou treinos.
A PayPal, embora mais associada ao comércio eletrónico, expandiu as suas funcionalidades de pagamento em loja em Portugal, com mais de 1,2 milhões de utilizadores ativos no país em 2026. E o Revolut — tecnicamente uma fintech e não apenas um método de pagamento — atingiu 1,8 milhões de utilizadores portugueses, tornando-se uma alternativa bancária real para muitos jovens adultos.
Caso de Estudo: Uma Viagem de Lisboa a Berlim Sem Cartão Físico
Em 2025, a jornalista tecnológica Mariana Costa publicou um relato no jornal Observador que se tornou viral: viajou de Lisboa a Berlim por 10 dias sem utilizar qualquer cartão físico ou dinheiro em papel. Em Portugal, usou MB Way e Apple Pay sem qualquer problema. Na Alemanha, encontrou ainda alguma resistência cultural ao dinheiro digital, mas conseguiu completar a viagem quase inteiramente com Google Pay e Revolut. O relato ilustrou tanto o progresso enorme como as diferenças ainda existentes dentro da própria Europa — e confirmou que Portugal, curiosamente, está à frente de muitos países europeus na adoção de pagamentos digitais.
Comparação Direta: Qual a Melhor Opção?
A pergunta que todos fazem: qual é o melhor sistema de pagamento digital? A resposta honesta é que depende do teu perfil e necessidades. Mas vamos torná-la mais concreta com uma comparação objetiva.
| Critério | MB Way | Apple Pay | Google Pay | Revolut |
|---|---|---|---|---|
| Transferências P2P nacionais | ✅ Gratuito | ❌ Não disponível | ❌ Não disponível | ✅ Gratuito (plano básico) |
| Pagamentos em loja | ✅ Ampla cobertura | ✅ Excelente | ✅ Excelente | ✅ Boa |
| Uso internacional | ⚠️ Limitado | ✅ Global | ✅ Global | ✅ Excelente |
| Segurança percebida | ⭐⭐⭐⭐⭐ | ⭐⭐⭐⭐⭐ | ⭐⭐⭐⭐ | ⭐⭐⭐⭐ |
| Compatibilidade de dispositivos | iOS e Android | Apenas Apple | Android (maioria) | iOS e Android |
Dica estratégica: Para a maioria dos portugueses, a combinação ideal em 2026 é MB Way + Apple/Google Pay. O MB Way para transferências locais e pagamentos em pequenos estabelecimentos; Apple ou Google Pay para pagamentos rápidos em grandes retalhistas e viagens internacionais.
Adoção de Pagamentos Digitais em Portugal por Faixa Etária (2026)
Utilizadores ativos por grupo etário
94%
87%
72%
48%
21%
Fonte: Inquérito ANACOM/Banco de Portugal, Q1 2026
O Lado dos Comerciantes: Custos e Oportunidades
A perspetiva do consumidor é importante, mas a história dos pagamentos digitais só fica completa quando olhamos para o outro lado do balcão. Para os comerciantes portugueses, a adoção de pagamentos digitais é simultaneamente uma oportunidade e um custo operacional que merece análise cuidadosa.
A estrutura de custos que ninguém te explica claramente
Aceitar pagamentos digitais não é gratuito para os comerciantes. A estrutura de custos, simplificada, funciona assim:
- Taxa de interchange: cobrada pelo banco emissor do cartão, tipicamente 0,2% a 0,3% para cartões de débito e 0,3% a 0,5% para cartões de crédito (reguladas pela UE)
- Taxa de processamento: cobrada pelo processador de pagamentos, geralmente 0,1% a 0,3%
- Aluguer do terminal (TPA): entre 15€ e 35€ mensais, dependendo do banco e do modelo
- MB Way para comerciantes: taxa mensal entre 4,99€ e 19,99€, dependendo do volume de transações
Para uma pequena loja com faturação mensal de 10.000€, o custo total dos pagamentos digitais pode rondar os 80€ a 130€ mensais — um valor que muitos consideram razoável face aos benefícios em segurança, velocidade e satisfação do cliente.
O Modelo QR Code: A Revolução Silenciosa para Pequenos Negócios
Uma das tendências mais interessantes de 2025-2026 é a adoção massiva do pagamento por QR code em Portugal, especialmente em pequenos negócios. A solução é elegante na sua simplicidade: o comerciante imprime um QR code (ou exibe-o num pequeno suporte), o cliente aponta a câmara, confirma o valor e pronto. Sem terminal, sem aluguer mensal, sem complicações técnicas.
A SIBS reportou que o número de comerciantes que aceitam pagamentos exclusivamente via QR code MB Way cresceu 140% em 2025. Encontras este modelo em quiosques, mercados de bairro, prestadores de serviços ao domicílio e até em pequenas associações e clubes desportivos.
Desafios e Riscos: O Que Precisas de Saber
Seria desonesto pintar um quadro completamente cor-de-rosa. Os pagamentos digitais trazem desafios reais que consumidores e comerciantes devem conhecer para navegar com segurança.
Fraude e Phishing: O Lado Sombrio
Com o crescimento dos pagamentos digitais, cresceu também a sofisticação das fraudes. Em 2025, o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) registou um aumento de 67% nas tentativas de phishing relacionadas com serviços de pagamento digital em Portugal. As táticas mais comuns incluem:
- Smishing: SMS falsos imitando o MB Way ou bancos, pedindo confirmação de transações ou atualização de dados
- Páginas falsas: sites que imitam o interface do MB Way para roubar credenciais
- Fraude em transferências P2P: burlas em plataformas de compra e venda que exploram a irreversibilidade das transferências
- SIM swapping: clonagem do número de telemóvel para interceptar códigos de autenticação
Como te proteger: Nunca cliques em links recebidos por SMS ou email que supostamente sejam do teu banco ou do MB Way. Acede sempre diretamente à app oficial. Ativa a autenticação em dois fatores sempre que disponível. E lembra-te: nenhum banco legítimo te pedirá o PIN ou a palavra-passe por qualquer canal.
Exclusão Digital: O Desafio da Inclusão
Os dados que vimos anteriormente revelam uma realidade preocupante: apenas 21% dos portugueses com mais de 75 anos utilizam pagamentos digitais. Mas o problema vai além da idade. Em 2026, estima-se que cerca de 8% da população portuguesa adulta não tenha acesso a smartphone ou a conta bancária digital funcional — uma realidade que torna a dependência exclusiva de pagamentos digitais potencialmente excludente.
O Banco de Portugal emitiu em 2025 uma circular às instituições financeiras, reforçando a obrigação de manter alternativas em numerário e garantir que nenhum cliente seja discriminado por não utilizar meios digitais. É um equilíbrio delicado que o setor ainda está a encontrar.
Dependência Tecnológica e Falhas de Sistema
Em novembro de 2025, uma falha técnica na infraestrutura da SIBS deixou o serviço MB Way indisponível durante cerca de 4 horas num sábado à tarde — exatamente quando o tráfego de pagamentos é mais elevado. O incidente gerou ondas de choque nas redes sociais e levantou questões legítimas sobre a resiliência dos sistemas.
A lição prática é simples: mesmo sendo utilizador entusiasta dos pagamentos digitais, manter algum dinheiro físico de reserva continua a ser uma estratégia prudente. A redundância não é fraqueza — é inteligência operacional.
O Futuro: Open Banking, Euro Digital e Além
O ecossistema de pagamentos digitais em Portugal está longe de ter atingido a sua forma final. Três tendências moldarão os próximos dois a cinco anos de forma decisiva.
Open Banking: A Revolução que já Começou
A Diretiva PSD3, que entrou em vigor na União Europeia em 2025, está a criar o quadro legal para uma nova geração de serviços financeiros. O Open Banking permite que, com o teu consentimento, terceiros acedam aos dados da tua conta bancária para oferecer serviços inovadores: desde apps de gestão financeira pessoal até pagamentos diretos sem necessidade de cartão ou intermediário.
Em Portugal, fintechs como a Deco Proteste Finance e startups emergentes estão a explorar estas possibilidades. O potencial é enorme: imagina pagar numa loja através de uma transferência direta da tua conta, sem passar por Visa, Mastercard ou qualquer outra rede de cartões. Custos mais baixos para comerciantes, mais privacidade para consumidores.
O Euro Digital: Moeda do Futuro ou Mito?
O Banco Central Europeu (BCE) está a avançar com o projeto do Euro Digital — uma moeda digital de banco central (CBDC) que complementaria (não substituiria) o dinheiro em papel. As fases de teste estão em curso em 2026, com lançamento potencial antes de 2028.
O Euro Digital seria diferente de criptomoedas: seria emitido e garantido pelo BCE, tendo o mesmo valor legal que um euro em papel. Para os consumidores portugueses, significaria uma forma de pagamento digital sem necessidade de conta bancária — uma ferramenta potencialmente poderosa para a inclusão financeira.
Inteligência Artificial nos Pagamentos
Em 2026, a IA já está integrada nos sistemas de deteção de fraude de todos os principais operadores de pagamentos em Portugal. O próximo passo são os pagamentos preditivos e automatizados: sistemas que aprendem os teus padrões de consumo e gerem pagamentos recorrentes de forma otimizada. A fronteira entre pagamento consciente e pagamento automatizado vai tornar-se cada vez mais ténue — e isso levanta questões filosóficas e práticas que merecem reflexão.
FAQs
O MB Way é seguro para transferências de valores elevados?
Sim, o MB Way utiliza encriptação de ponta e autenticação forte do cliente (SCA), em conformidade com as normas PSD2/PSD3 da União Europeia. Para valores mais elevados (acima de 500€), é necessária confirmação adicional. O risco principal não está na tecnologia em si, mas nas tentativas de engenharia social — ou seja, alguém que te convença a fazer uma transferência fraudulenta. Nunca faças transferências para desconhecidos como forma de pagamento por bens ou serviços que ainda não recebeste; ao contrário das transações com cartão de crédito, as transferências P2P são geralmente irreversíveis.
Apple Pay e Google Pay funcionam em toda a Portugal?
Em 2026, a cobertura é muito ampla, mas não universal. Ambos funcionam em todos os terminais que aceitam pagamentos contactless (NFC), o que inclui a esmagadora maioria dos grandes retalhistas, supermercados, farmácias, restaurantes e transportes públicos. Os casos onde podes ainda encontrar dificuldades são em pequenos estabelecimentos que só têm terminais antigos sem NFC, mercados locais que apenas aceitam MB Way por QR code, ou algumas pequenas caixas de pagamento de estacionamento mais antigas. A situação melhora a cada mês que passa.
Posso usar apenas pagamentos digitais ou preciso sempre de ter dinheiro físico?
Tecnicamente, em 2026, é possível viver quase completamente sem dinheiro físico em Lisboa, Porto ou outras grandes cidades portuguesas. Dito isso, recomendamos manter sempre algum numerário de reserva (20€ a 50€) por três razões: falhas técnicas nos sistemas (como aconteceu em novembro de 2025), situações em pequenos municípios ou zonas rurais com menor cobertura digital, e uma questão legal importante — o dinheiro em papel é de aceitação obrigatória em Portugal e na zona euro, e há contextos (como pequenas transações entre particulares) onde continua a ser a opção mais prática.
O Teu Mapa para Pagamentos Inteligentes
Chegámos ao momento de transformar todo este conhecimento em ação concreta. O ecossistema de pagamentos digitais em Portugal é rico, maduro e em constante evolução — e tu podes tirar partido dele de forma inteligente e segura.
Aqui está o teu plano de ação em cinco passos:
- Ativa e configura o MB Way se ainda não o fizeste. É gratuito, está disponível em todos os principais bancos e deve ser o teu ponto de partida para pagamentos digitais em Portugal.
- Adiciona Apple Pay ou Google Pay ao teu dispositivo para pagamentos rápidos em loja e para usares quando viajares ao estrangeiro. Demora menos de 10 minutos a configurar.
- Revê as definições de segurança das tuas apps de pagamento. Ativa autenticação biométrica, configura notificações por cada transação e define limites que façam sentido para o teu perfil de consumo.
- Mantém sempre um pequeno fundo em numerário para emergências e situações de cobertura limitada. Ser digital inteligente não significa ser digital exclusivo.
- Mantém-te informado sobre o Euro Digital e as novidades do Open Banking. Estas mudanças vão afetar a forma como interages com o dinheiro nos próximos anos, e quem entende o contexto toma melhores decisões financeiras.
Os pagamentos digitais não são apenas uma conveniência tecnológica — são uma janela para uma arquitetura financeira fundamentalmente nova, onde o poder está a deslocar-se progressivamente para o consumidor informado. Portugal está na vanguarda desta transformação na Europa, e tu tens a oportunidade de ser um participante ativo e consciente, não apenas um utilizador passivo.
E tu — já identificaste qual a combinação de ferramentas que melhor serve o teu estilo de vida? O primeiro passo para pagamentos verdadeiramente inteligentes é o mais simples de todos: escolher conscientemente, em vez de usar o que veio por defeito.

Article reviewed by Thomas Moreau, Head of M&A and Corporate Strategy for a Pan-European Bank, on April 29, 2026